Não peço desculpa por sentir
- Rita Mateus
- Jun 2, 2025
- 2 min read
Ser sensível não é ser fraco. Embora, muitas vezes, o pareça.
O mundo em que vivemos só nos pede para não sentir, ser forte, não ser vulnerável.
Eu não consigo. Tentei e lidei com as consequências disso.
Somos seres vivos com emoções e sentimentos, não somos robôs ou máquinas. Neste mundo cada vez mais barulhento é difícil não sentir.
Temos de estar constantemente ligados, conectados à internet.
Vemos o que acontece no mundo, todos os desastres, todas as mortes e tragédias.
As redes sociais não ajudam...
Os estímulos são demasiados.
As emoções são demasiadas.
É quase impossível fazer uma pausa.
Eu agora não posso simplesmente desligar o telemóvel, não tenho esse luxo.
Posso receber chamadas de processos de recrutamento, posso receber e-mails importantes, tenho de estar atenta às novidades da faculdade, tenho de estar disponível por causa dos trabalhos de grupo, etc.
Mas ser sensível não deveria ser considerado ser fraco.
Não me sinto fraca.
Não me sinto fraca quando sinto empatia.
Não me sinto fraca quando exponho os meus sentimentos e emoções.
Não me sinto fraca, mesmo que queiram que me sinta.
Ir contra a narrativa do mundo em que vivemos faz-me sentir forte.
Quero um mundo diferente, então tenho de ser diferente do mundo.
Não vou esconder o que sinto.
Não vou esconder o que penso.
Não vou esconder a minha vulnerabilidade.
É o que nos torna únicos e o que nos conecta realmente uns aos outros, não a internet.
É fácil sentir-me demasiado sobrecarregada emocionalmente.
Mas para isso existem os limites.
Não levar tudo a peito ou absorver tanto as emoções dos outros.
Tenho de dizer "não" sem culpa.
Tenho de criar momentos de silêncio e paz.
Tenho de continuar a escolher pessoas e ambientes que me façam bem.
Já chega de tentar mudar para agradar os outros.
Sermos nós próprios só nos faz bem, faz-nos sentir capaz, confiantes e com mais auto estima.
Temos de viver com verdade.
O mundo é muito mais colorido quando somos todos únicos e diferentes, quando somos nós próprios.
Não deixes que o mundo apague a tua luz só porque brilhas de forma diferente. Sê a tua versão mais honesta — o mundo precisa de ti tal como és.




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